Ao percorrer a cumeada da Serra da Lomba, é impossível não reparar na força e na beleza da paisagem granítica que o envolve. As formas das rochas contam uma história antiga, moldada ao longo de milhões de anos. Surgem diante de si formações curiosas e quase escultóricas, como os tors em forma de torre, os chamados "caos de bolas" e outras rochas com silhuetas surpreendentes.
Entre elas, destacam-se a "Pedra Sobreposta", a "Pedra Santa" e o famoso "Penedo que Abana", nomes que revelam bem a ligação entre a geologia e a cultura local. Mais do que curiosidades naturais, estes locais fazem parte do imaginário das comunidades que aqui vivem.
Estas formas nasceram de um processo lento: primeiro, a rocha foi sendo alterada em profundidade durante períodos de clima quente e húmido; depois, com o tempo mais seco, as areias graníticas foram sendo removidas, deixando a descoberto os blocos mais resistentes que hoje dominam a paisagem.
A Serra da Lomba é também um espaço vivo, em constante transformação. Apesar de ter sido marcada por vários incêndios ao longo dos anos, a natureza vai recuperando, ainda que lentamente. Hoje, a paisagem é dominada por vegetação arbustiva, onde as giestas se destacam e mostram bem essa fase de regeneração.
Entre a serra e a aldeia de Prados, surgem também pequenos bosques de castanheiros, fundamentais não só para a biodiversidade, mas também para a economia local.
Para quem caminha com atenção, a vida revela-se sobretudo através dos sons. As aves são presença constante: pode ouvir e observar toutinegras, cotovias e, com alguma sorte, a águia-de-asa-redonda a sobrevoar a encosta. Nos meses mais quentes, o céu ganha ainda mais movimento com andorinhas e andorinhões, que dão vida e ritmo ao percurso.
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