Este percurso convida-o a caminhar ao ritmo tranquilo da natureza, acompanhando as duas margens da encantadora Ribeira da Cabeça Alta. Ao longo dos séculos, a fertilidade destas terras moldou a vida das gentes locais, marcada pelo trabalho agrícola e pela pastorícia.
Logo à saída da Lajeosa, vale a pena parar um momento e apreciar o casario típico da aldeia, onde se destaca o imponente Solar dos Osório Machuca, enquanto a ribeira serpenteia suavemente em direção ao rio Mondego.
À medida que avança, a presença da água faz-se sentir constantemente, dando vida às quintas que pontuam o percurso. Entre campos cultivados e rebanhos a pastar, não é raro cruzar-se com os seus fiéis guardiões de quatro patas, que fazem parte do quotidiano rural.
A paisagem vai-se abrindo, revelando à esquerda o Monte Verão e, do lado oposto, a Serra do Ralo, criando um cenário natural harmonioso e envolvente.
Depois de atravessar a ribeira, o trilho segue em direção a Vale de Azares, coincidindo em parte com o histórico Caminho de Santiago, passando pelo pitoresco lugar do Grichoso.
Pelo caminho, surgem pequenas alminhas que marcam a identidade e a memória destas terras. O percurso continua por caminhos rurais até ao Estádio de Vale de Azares, com um pequeno troço em estrada alcatroada, antes de regressar novamente à natureza.
De volta aos trilhos, encontrará caminhos ladeados por muros de pedra antigos, que guardam histórias de outros tempos. Na época certa, as amoras tornam este troço ainda mais especial, enquanto os olivais e as vastas pastagens compõem a paisagem.
O regresso à Lajeosa faz-se de forma tranquila, passando pelo Calvário e pelas ruas da aldeia, até fechar o percurso no ponto de partida, com a sensação de frescura, serenidade e ligação à natureza que só a Ribeira da Cabeça Alta consegue proporcionar.
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